MIGALHAS DE SAUDADE


Personalidades Atibaianas

Aparecida Mary Anselmo Granado Santos

 

“A música é o vapor da arte. É para a poesia, o que o sonho é para o pensamento, o fluído para o líquido, o oceano das nuvens para o oceano das ondas. Ela é o indefinido deste infinito”.

 (Vitor Hugo)

Cidinha Anselmo nasceu em Atibaia, em cinco de dezembro de 1929. É filha de José Anselmo e de Domingas Cézar Anselmo; é uma das mais brilhantes professoras de música de Atibaia, dona de personalidade admirável. 

Aos cinco anos de idade já havia sido tocada pela magia da música e queria ser pianista; entretanto, por não possuir recursos para comprar um piano, seu pai demorou a declarar seu apoio; ele era músico, dava aulas particulares de bandolim e clarinete e foi seu primeiro professor de música.

Aos 12 anos, Cidinha já tocava bandolim e aos 13 começou a estudar violino com o professor Alvise Abramo e, posteriormente, com o professor Lázaro Chiocchetti. Certa vez participou de um programa de calouros, transmitido pelo serviço de alto-falante do Largo da Matriz, tendo sido classificada em primeiro lugar. O prêmio foi um vidro de perfume tão grande que ela mal podia carregar.

Aos 14 anos já havia conseguido convencer seu pai de que seu sonho não morrera e ele a encaminhou para a professora Olga Abramo, que a iniciou no estudo de piano. No início, ela estudava em um piano que pertencia ao Centro Espírita Verdade e Luz, adquirido por meio de campanha encabeçada por seu pai, um dos fundadores do Centro. Pouco tempo depois, Cidinha já encantava a platéia da Escolinha de Música do Centro Espírita com peças inesquecíveis.

Sua mãe comprou um velho piano que necessitava de reforma geral. Certo dia, um senhor de nacionalidade russa bateu à porta de sua casa e se ofereceu para reformar o piano. A menina ficou feliz e, antes mesmo do consentimento de seu pai, ela pediu ao russo que colocasse seu piano em ordem.



 Escrito por Anchieta às 19h38
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Personalidades Atibaianas - Continuação

 Foram três meses de angústia. O russo instalou-se em sua casa, trabalhando diariamente, mas conseguiu restaurar a beleza e a pureza do som do velho piano. Enquanto isso, ela dormia na sala, pois cedera seu quarto ao profissional russo, mas sentia que, aos poucos, suas aspirações estavam se concretizando.

Estudou muito e conseguiu cursar o Conservatório Musical de Jundiaí; com apenas dois anos e meio de estudos chegou ao nível correspondente ao 5º ano do curso. Nos anos de 1948 e 1949, apresentou-se - com outros alunos do conservatório - em vários recitais de piano e canto na Casa de Cultura e no Teatro Municipal de Campinas.

Fez parte dos primeiros violinos da Orquestra de Cordas do Professor Luiz Biela de Souza, em Jundiaí. Em 1950 concluiu o curso com nota máxima em todas as matérias. Foi aluna da professora Olga Milla Flores (piano), da professora Tiana Amarante (canto) e do professor Vicente Aricó Junior (violino e canto coral). Estudou violino no Conservatório Paulista de Artes Musicais com Américo Bellardi.

Cidinha Anselmo promove audições de piano, violino e canto, desde 1954, tendo integrado um grupo de canto da Igreja Matriz de Atibaia, juntamente com as colegas Jandyra Massoni, sua tia Odila e Alice Abbud, dentre outros participantes. Esse grupo abrilhantava missas e solenidades religiosas com cantos em Latim, sendo também requisitado para se apresentar em velórios.

É dessa época a fundação do coral oficial da Matriz de São João Batista, que recebeu o nome de Coral Nossa Senhora de Fátima. Cidinha era a pianista e Jandyra Massoni, a regente. Esse coral ficou famoso na região e também foi regido pelo padre Zechim, que chegou a conseguir a gravação de um disco de músicas folclóricas.

No ano de 1956, Cidinha formou o Conjunto Jomary que executava músicas populares e abrilhantava as domingueiras dançantes do Clube Recreativo Atibaiano. Esse conjunto chegou a participar dos shows apresentados pela Orquestra Cassino de Sevilla.

Em 1957 casou-se com Jozias Granado Santos, com quem teve quatro filhos: Elizur, Ben Hur, Thirsa e Magdiel. Nesse mesmo ano mudou-se para Jundiaí e  tornou-se diretora, professora e proprietária do Conservatório Musical. Em 1958 completou seus estudos de violino com o professor Emerik Csamer, no Conservatório Musical Lafayette, em São Paulo, onde também fez parte da Orquestra de Câmara.

Em 1973 estudou música na Faculdade Paulista de Belas Artes e foi convidada para ingressar na Orquestra Sinfônica de Amadores de Bragança Paulista, como um dos primeiros violinos, lá permanecendo por vários anos. Em 1976 foi uma das fundadoras do Coral Pró Arte, com regência do professor Joaquim Álvaro Bonillo.

O Coral Pró Arte participou da apresentação da peça Stabate Mater de Pergolesi, no Clube Recreativo Atibaiano, ocasião em que a professora Cidinha foi solista soprano, ao lado de Jandyra Massoni (contralto). Em meados de 1991 tocou violino em um grupo musical chamado PIM (Projeto de Integração Musical), de Bragança Paulista.

Desde o falecimento da sua colega Jandyra, em 1992, Cidinha Anselmo assumiu a regência do Coral Pró Arte e continua ministrando aulas particulares de piano, violino e canto, além de promover audições anuais para incentivar seus alunos.

A música sempre foi e será parte importante na sua trajetória de realização pessoal. Neide Anselmo, Wilson Rodrigues de Freitas, Carmo Sabbag, Ana Cordeiro, Jair Soldera, Valeriano Damásio Rosa, Ernestil Abramo e Talita Guelpa são alguns de seus ex-alunos, que dela se lembram com saudade, respeito e admiração.

Querida Cidinha, Filha, Esposa, Mãe, Professora, Maestrina, Mulher:

Você sempre representou um oásis de esperança e de alegria neste nosso mundo atribulado, pois soube traduzir a sublimidade da poesia e do encantamento que a Arte Musical pode nos comunicar.

José de Anchieta

Revisão de texto: Cidinha Bonini



 Escrito por Anchieta às 19h31
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Nossa homenagem especial a este ilustre Professor que dedicou sua vida à formação da juventude atibaiana.

João Pereira Dias

 

"Faça o que pode, com o que tem, onde estiver”.

(Roosevelt)

João Pereira Dias nasceu em 16 de agosto de 1915, em São José do Rio Pardo, onde iniciou seus estudos. Concluiu o Magistério em 1927, no Colégio Salesiano Nossa Senhora Auxiliadora e cursou Ciências na Academia São Luiz, instituições da cidade de Campinas; passou a lecionar na Escola Normal Euclides da Cunha, em sua terra natal, a partir de 1947.

Em 1950 fixou residência em Atibaia e como professor de matemática - no recém-inaugurado Ginásio Atibaiense - liderou ampla e eficiente campanha, no sentido de que a população se manifestasse junto ao Governo Estadual, objetivando a transferência do Ginásio Atibaiense para o Estado. Essa transferência se efetivou em 1952, quando o Ginásio Atibaiense passou a chamar-se Colégio Estadual e Escola Normal Major Juvenal Alvim, a primeira escola secundária estadual de Atibaia.

Fundou (1951) a Escola Técnica de Comércio Gertrudes Pires Alvim - o primeiro curso noturno de Atibaia - que atendeu às necessidades dos jovens que trabalhavam durante o dia e puderam tornar-se contabilistas. Em 1971 fundou a Faculdade de Ciências Contábeis e Administrativas de Atibaia - hoje FAAT, Faculdades Atibaia - cuja mantenedora é a Instituição Educacional Atibaiense, também fundada em 1971 pelos professores João Pereira Dias, Celiza de Lima Pereira Dias, Sidney Cotrin Malmegrim e José Calazans da Silva.

Participou da diretoria do Clube Recreativo Atibaiense e de várias entidades de benemerência de nossa cidade. Dentre as homenagens recebidas dos atibaianos destaca-se a atribuição de seu nome à antiga Rua Sibipirunas - no Samambaia Parque Residencial - que passou a se chamar Rua Professor João Pereira Dias (Lei 1690/80 da Câmara Municipal de Atibaia).

Foi casado com a professora Celiza de Lima Pereira Dias, com quem teve três filhos: Maria Alice, Geraldo Fernando e Sebastião Augusto. Faleceu prematuramente, em nove de dezembro de 1979 e foi sepultado no Cemitério Municipal São João Batista, em Atibaia.

João Pereira Dias foi dono de um coração boníssimo e de um espírito altruísta. Trouxe para nossa cidade uma nova visão da área educacional, implementando um curso que possibilitou a profissionalização de muitos jovens, sem que precisassem deixar a terra natal, o trabalho e a família. Ao inesquecível professor, nossa eterna gratidão, pois ele foi um facilitador do destino de muitos profissionais competentes que ajudaram a enriquecer nossa comunidade.

José de Anchieta

Revisão de texto: Cidinha Bonini

 

 



 Escrito por Anchieta às 11h02
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A DAMA DA ILUSÃO

 

 

Aparício estava cansado. Cansado e duro. Há doze horas encontrava-se sentado naquela cadeira. Garganta irritada de tanto fumar, seca. Olhos vermelhos de muita fumaça, fixos. Puxara do baralho a carta derradeira.

Filava...

Sua mão tremia e suava. Passou-a no pano verde. Voltou, devagarzinho, a filar. O salão era pequeno. Fundo de clube, porta fechada. Colado nesta, o aviso: “Entrada proibida”.

Aparício sonhava...

Da janela aberta, chegava-lhe aos ouvidos a melodia já esquecida... “Beija-me... Beija-me muito...” Só pensava no jogo. Fora rico. Há quem diga até, trabalhador... Entretanto, o vício o dominou. Esqueceu-se da família, dos amigos, das festas, dos filhos e da razão.

Só sonhava... E alto!

Tivera sorte. Ganhou fortuna. Fez do jogo sua maior paixão, paixão infiel que o traiu. A miséria cotidiana voltara, mas os devaneios torturavam-lhe a mente aprisionada pela ilusão. A cabeça girava... Na mesa, ao seu lado, as fichas se esvaíam. Transbordavam-lhe dos bolsos, como sonhos alucinados.

Nesse momento, às portas da realização do sonho, seu corpo tremia.

Brotava na fronte o suor do desespero, evidenciando o rosto marcado pelo medo da derrota. Seus companheiros de mesa e do vício o esperavam. Assustados, perceberam-no sorrir e dobrar a aposta. Baixinho, pra si mesmo, disse na imaginação: ”Alea Jacta Est”... Um frio cortante tocou-lhe a espinha. O sonho da vitória, agora quase realidade, o torturava. O sabor da glória estava prestes a explodir-lhe o peito...

Na ilusão... A dama desejada...

Pequena contração de lábios. Sorriso de jogador... Amanhã, não mais teria credores! Na véspera do Natal, Cidinha estaria sorrindo, a embalar a boneca tão esperada. Joãozinho já queria menos, apenas o time de botão que há muito pedira e que agora deixaria de ser só esperança. Dalva! Oh Dalva! Mais valiosa que aquela dama esperada, deixaria o fogão, ignoraria as encomendas. Ganharia empregada e o vestido amarelo de rendas.

Espera cruciante... Que tolerante!

À família voltaria. A sociedade o aceitaria. Pela dama torcia...

Lembrou-se, com ironia, da solidão de seu quarto nas noites em que tudo perdera: o velho espelho, herança do avô, refletia-lhe a imagem da desgraça que parecia sorrir. Mas agora, não. Tudo passaria. Filando, esperava a dama...

E com quanta esperança!

Enterraria o vício, como muito prometeu e seu passado ficaria limpo, graças à quimera concretizada. As salas do vício não mais existiriam. Estaria rico.

Filou... ...

Ao entrar em casa, dominado ainda pelo delírio da maldita paixão, sentiu em seu bolso o peso ilusório das fichas imaginárias, agora uma torturante realidade, que o fazia enfim perceber que seria sempre um perdedor, no jogo e na vida.

José de Anchieta

Advogado, escritor e poeta nascido em Atibaia, fundador e editor do jornal O Balaio; presidente do Centro Cultural dos Construtores da Sociedade Atibaiense - CECON - e autor dos livros: Pelas Ruas de Atibaia, Construtores da Sociedade Atibaiense, Becos, Lendas & Casos Pitorescos.

obalaio@atibaia.com.br

anchietaloriano@uol.com.br

www.obalaiodeatibaia.com

Revisão de texto: Cidinha Bonini



 Escrito por Anchieta às 14h04
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Véia Bregueça

 

Já se passaram muitos anos, mas a figura alegre e sorridente daquela velha senhora não me sai da memória. Andava pela casa dos sessenta anos ou mais. Morava ao deus-dará e vivia perambulando pelas ruas da pequena e simpática cidade onde, de vez em quando, eu passava as férias.

Acredito não fosse muito certa da cabeça, embora educada e respeitadora. Caminhava pelas ruas - sempre perfumada - cantando músicas que não entendíamos muito bem: mistura de afro com canções folclóricas e desconhecidas. Todos gostavam dela e viviam presenteando-a com vestidos e bijuterias e lhe garantiam as coisas de comer e beber.

Todos os moleques da cidade a veneravam. Bastava que a encontrassem para acercarem-se dela: queriam ouvir histórias do seu tempo de menina, um tempo vivido sob a chibata da escravidão. Ela, como ninguém, sabia manter os meninos sempre próximos, em silêncio e compenetrados, pois era uma contadora de histórias com narrativa digna de romancista. Sabia contá-las... E como!

As historias de assombração eram ilustradas com gestos e modulações soturnas e cavernosas da voz. Seus olhos se reviravam nas órbitas nos momentos mais dramáticos da narrativa, mas nas histórias alegres, seus trejeitos e gingados de corpo é que representavam as passagens mais pitorescas.

Sem que soubesse ou pretendesse, a muitos ensinou sobre escravidão, usos e costumes de outras épocas. Falava dos negros, das senzalas, dos libertadores e conhecia, de cor e salteado, a biografia de muitos deles. Declamava, sem um erro sequer,  Navio Negreiro de Castro Alves.

Os mais assanhados a instigavam a falar das peripécias com os filhos dos senhores, nas sombras da senzala e na calada da noite. Descrevia detalhes de como “caiu na vida” e foi acolhida na cidade por uma dona de prostíbulo, lugar esse de muita alegria, cantos e danças que encantavam os clientes.

Moça bonita, teve muitos namorados e dizia ser o motivo de freqüentes brigas entre os rapazes que a admiravam. O tempo passou, perdeu a clientela e, já idosa, vivia pelas ruas a entoar cantigas tristes, relembrando amores e tempos que se foram...

Os meninos, quase todos por ela iniciados, viviam cantarolando:

Conheci Nega Bregueça,

que vive lá na praça!

Conta histórias, fuma, bebe cachaça...

Fala da escravidão, da zona, de seus amores,

da vida dura, pouca prata e muita raça...

E pra que ninguém dela se esqueça...

Pra nóis ela dá de graça...

José de Anchieta

Advogado, escritor e poeta nascido em Atibaia, fundador e editor do jornal O Balaio; presidente do Centro Cultural dos Construtores da Sociedade Atibaiense - CECON - e autor dos livros: Pelas Ruas de Atibaia, Construtores da Sociedade Atibaiense, Becos, Lendas & Casos Pitorescos.

obalaio@atibaia.com.br

anchietaloriano@uol.com.br

Revisão de texto: Cidinha Bonini

 

 



 Escrito por Anchieta às 10h45
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No dia de meu aniversário, a amiga e colaboradora do nosso jornal O Balaio, preparou-me uma surpresa agradável: Elaborou minha biografia e a inseriu no site. Em agradecimento, a reproduzo aqui.

Valeu, Cidinha!

5 de abril de 1942

 

José de Anchieta Loriano

Parabéns pelo seu aniversário

 

Seus colaboradores e os leitores de O Balaio desejam que, em cada dia de sua vida, você encontre bons motivos para ser feliz.

 “Um livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive”.

(Padre Antonio Vieira)

 

 José de Anchieta Loriano nasceu em Atibaia em cinco de abril de 1942, filho de Agenor Loriano e de Maria Aparecida Chamadoira Loriano, já falecidos. Descende do tradicional tronco atibaiano Araújo-Cintra; é bisneto materno do Capitão João Baptista da Silveira Pinto (João de Nhãnhã) e sobrinho-neto de Waldomiro Franco da Silveira e de Joviano Franco da Silveira.

 

Iniciou seus estudos no Grupo Escolar José Alvim no ano de 1950; foi aluno das professoras Rita Lourdes, Ada Garini, Eglantina e Anecy Gaspar de Oliveira e com esta última, também fez a preparação para o Colégio Estadual e Escola Normal Major Juvenal Alvim.

 

Continuação

Concluiu o Curso Ginasial e obteve o título de Técnico em Contabilidade pela Escola Técnica de Comércio Gertrudes Pires Alvim. Formou-se em Direito pela Universidade São Francisco de Bragança Paulista, em 1976. Participou de várias entidades sociais e beneficentes de Atibaia, dentre as quais:

 

ü        Grêmio Estudantil César Mêmolo (1954-1955): sócio;

 

ü        Associação Atlética Cetebê (atual Grêmio Esportivo Atibaiense): presidente do Conselho Deliberativo, além de outros cargos diretivos (1957-1982);

 

ü        São João Futebol Clube e Clube Recreativo Atibaiano: sócio, desde 1958;

 

ü        Centro dos Estudantes Secundários e Universitários de Atibaia, CESUA: sócio-fundador e cargos diretivos (1961-1964);

 

ü        Sociedade Beneficente São João da Escócia (1973-1992): cargos diretivos;



 Escrito por Anchieta às 11h31
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Continuação

 

ü        Associação Comercial de Atibaia (1982-1984): diretor tesoureiro;

 

ü        Santa Casa de Misericórdia de Atibaia (1982-1987): diretor geral

 

ü        Conselho Fiscal da Empresa de Desenvolvimento de Atibaia, Emdesati: membro (1978-1984);

 

ü        Ordem dos Advogados do Brasil (Sub-Secção de Atibaia): diretor de departamentos (1986-1992);

 

ü        Centro Cultural dos Construtores da Sociedade Atibaiense, CECON: sócio fundador e presidente, desde o ano de 2000.

 

Foi o fundador do Atibaia Motor Clube - na gestão do Prefeito Takao Ono – quando teve a oportunidade de organizar e coordenar o Primeiro Campeonato Nacional de Asa Delta, duas finais do Campeonato Paulista de Motocross e uma final do Campeonato Brasileiro de Motocross.

 

Sob a orientação do Presidente da Confederação Brasileira de Motocross, Anchieta construiu a pista de Motocross do bairro da Usina, na época considerada a maior e melhor da América do Sul.

 

Praticou futebol, vôlei, pingue-pongue, xadrez, snooker e tênis de mesa, integrando as equipes infantis e juvenis das entidades: Grupo Escolar José Alvim, Colégio Major Juvenal Alvim e Cesua. Como atleta amador, participou das equipes da A.A. Cetebê, São João Futebol Clube, Grêmio Estudantil e Comercial Futebol Clube.

 

Disputou o Campeonato Paulista da Terceira Divisão de Profissionais da Federação Paulista de Futebol, pela Associação Atlética Cetebê, campeã regional em 1958.

 

Integrou as equipes de tênis de mesa de Atibaia nos Jogos Abertos do Interior e de snooker nos torneios da OAB-Atibaia, classificando-se em terceiro lugar em três ocasiões.



 Escrito por Anchieta às 11h31
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Continuação

Apaixonado pela música, estudou piano e acordeão; iniciou seus estudos em 1952 e teve como professores: maestro Pedro Cerbino, Vilma de Romaro Galvão, Léo Massoni e Nhãnhã Caparica.

 

O maestro Pedro Cerbino compôs – em sua homenagem - a mazurca Compadre Zé, cuja partitura lhe foi entregue como presente de aniversário, em 1952, ou seja, há 53 anos.

 

Durante dezessete anos foi funcionário dos bancos Mercantil, Itaú e Itamarati em diversos estados brasileiros; residiu na cidade de Recife (1969-1972), quando foi Delegado da Federação Pernambucana de Futebol.

 

Trabalhou e residiu em São Paulo na década de setenta, quando fundou dois jornais empresariais: O Inspetinho e O Itamarati.

 

Foi presidente do Tribunal de Justiça Desportiva da Universidade São Francisco, durante 11 anos (1981 a 1992). Com a colaboração de Ricardo Alfonsi e Antonio Carlos Laureano - o saudoso "Barriga" - reestruturou e organizou o regulamento dos Jogos Universitários "JUFRAN" que agregavam alunos de todas as faculdades e eram disputados anualmente em julho, com alternância dos locais: Bragança Paulista, Itatiba e São Paulo (Estádio do Pacaembu).

 

É advogado militante na comarca de Atibaia. Sua atuação no plenário do Tribunal de Júri merece destaque: atuou na defesa de doze acusados e conseguiu onze absolvições, utilizando-se de argumentos solidamente fundamentados e de eloqüente oratória para promover o estabelecimento da verdade.

 

Como escritor, vários jornais e sites têm contado com sua colaboração; dedica-se à pesquisa e ao resgate da História de Atibaia e de seu generoso povo.

 

Foi homenageado pela Câmara Municipal de Atibaia, em 25 de junho de 2002 e recebeu Moção de Congratulações pelo sucesso de seu livro Pelas Ruas de Atibaia. Em 2003 foi agraciado com a Medalha Padre Matheus Nunes de Siqueira, condecoração mais expressiva do Legislativo Atibaiano aos filhos da terra. 

 

Foi casado com Madleni de Lurdes Paes e atualmente reside em Atibaia - no Refúgio da Usina - com seu único filho, Nilton José Paes Loriano.



 Escrito por Anchieta às 11h30
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Continuação

Livros Publicados

 

Pelas Ruas de Atibaia: Histórias e Crônicas.  Piracicaba: Gráfica e Editora de Gáspari,  2002, edição esgotada.

Construtores da Sociedade Atibaiense: Retratos em Prosa.  Piracicaba: Gráfica e Editora de Gáspari,  2003.

Becos, Lendas & Casos Pitorescos: Velhacarias e Casos Austuciosos, sucedidos neste mundo velho sem porteiras.  Piracicaba: Gráfica e Editora de Gáspari,  2003.

 

O Jornal e O Site

 

Em novembro de 2003, José de Anchieta publicou o primeiro número do jornal O Balaio, cujo objetivo é “lutar em defesa da História, usos e costumes da gente jeroniana”. Tem recebido apoio inestimável à causa e ao trabalho de investigar, organizar e divulgar a História de Atibaia, das famílias e dos indivíduos que engrandeceram este histórico pedaço de chão.

 

Em finais de 2004, o trabalho de José de Anchieta integrou-se à Internet, espelhando os mesmos propósitos de sua obra literária e de seu periódico, passando a atingir pessoas de várias partes do mundo, como o provam os registros de acessos e a comunicação via e-mail.

 

Sua iniciativa de “garimpar” preciosidades do passado - coletando e elaborando o material resgatado de fontes históricas - tem colaborado para a ampliação de conhecimentos sobre Atibaia e para a valorização das famílias que construíram sua sociedade ao longo de 339 anos.

 

Anchieta possui o dom da investigação criteriosa e da narração criativa, além de sensibilidade para captar o essencial do cotidiano de um povo; conseguiu transformar informações históricas e "causos" pitorescos em obras de interesse perene que inscrevem no futuro o nome de nossa terra e os feitos de nossa gente.

 

José de Anchieta Loriano deixou de ser apenas um cidadão participante da comunidade em que vive, para eternizar sua sensibilidade e sua perspicácia entre as páginas da História de Atibaia. 

 

    Texto final: Cidinha Bonini

 

 



 Escrito por Anchieta às 11h27
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LUZ DA SAUDADE

Boa noite saudade.
Eu vim aqui te procurar.
Vem saudade...Vem, me invade
a alma e faz sofrer.
Essa dorzinha tão gostosa
que é você!

Sinto-me ainda menino
no jardim da luz
onde algo divino
sempre me seduz!
Leva-me de volta
para o meu lugar,
depois fecha a porta;
como é bom sonhar!

O Jardim da Luz
é qualquer lugar,
que nos traz saudade,
e querer voltar!
É qualquer vontade
a coçar no peito,
é qualquer saudade
que não tem mais jeito!

Vejo-me na rua
da minha cidade.
Olho a mesma lua,
porém noutra idade!
Eu, menino ainda,
ganhei uma flor,
uma jura linda
de eterno amor!

Por onde andará
Mariazinha...
Quantas juras fiz
a outras marias!

Mas me lembro aquela,
a jura primeira,
resposta singela,
a mais verdadeira!

Recordo-me do dia
quando ela partiu,
veio a mim, sorria,
beijou-me e fugiu!
Foi-se embora o trem
com os sonhos meus!

Ah! Jardim da Luz!
Meu qualquer lugar,
que me traz saudade,
que me faz voltar!
É qualquer vontade
que me coça o peito,
é qualquer saudade,
que me vem de jeito!

Boa noite saudade...
Virei amanhã te procurar,
pois a vontade que me invade
é ter você,
nesse jardim, onde é tão gostoso
te rever!

José de Anchieta



 Escrito por Anchieta às 02h59
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CANTIGA DE MENINO

 Hoje queria ser somente eu,
feliz,
mais ninguém
e
!

Sem a máscara imposta
pela sociedade hipócrita e
viajar, em devaneios,
pelo mundo do amanhã!

Rosto inocente de menino,
coração de amor e perdão,
mãos estendidas de amigo,
olhos vivos de ilusão!

Menino de paz e de amor e de e de esperança,
que se perdeu nas esquinas do pecado,
nas
noites frias da ingratidão
e no
ontem das desilusões.

José de Anchieta

 



 Escrito por Anchieta às 02h28
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Vida e Morte

  

Rápido como um raio,

forte e arrebatador,

roubando-me o chão,

o espectro da morte chegou,

e, a um tempo, disseminou

trevas, desconforto, suor, fogo e gelo,

empurrando-me ao limiar da eternidade,

entre o desejo de permanecer e a

impotência da recusa.

 

O calor abrasador

toma conta do rosto escuro,

e o corpo combalido

luta contra as trevas e o esmorecimento.

Os olhos da mulher amiga, assustados, revelam

a gravidade e a dor pela indesejada inércia...

Seu lindo rosto, agora pálido,

impulsiona-me a lutar...

 

Em fração de segundos

desaparece o calor e o frio toma conta

do rosto lívido.

Tristes e desconsolados

os olhos da mulher, sofrendo,

continuam a evidenciar

a hora derradeira...

 

Triste pela despedida, ainda me questiono:

Qual medo é maior?

Morrer ou Nascer novamente?

 José de Anchieta / Poeta de Atibaia



 Escrito por Anchieta às 04h32
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MOMENTO

  

Hoje estou feliz!
Cada pedaço de meu ser
acorda, vibra e clama para a vida,
sonhando e querendo
ser eterno,
achando
ser muitos em um !

Vêm-me
em borbotões, das
profunduras de
minha alma,
os
mais belos e puros sentimentos,
que gostaria, também, fossem os teus!

Imensa alegria e a mais pura ternura,
de uma
suprema felicidade, trazida pelo
teu sorriso confiante e sincero,
de
ardente amor!

A
candura de amizade sincera,
lembrando a
paz reinante nos campos,
no
sussurro das cachoeiras, nas flores,
e no
sorriso dócil das crianças!

José de Anchieta - Poeta de Atibaia



 Escrito por Anchieta às 01h47
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